A solidão... Uma vez, creio eu, me senti só, mas não me senti só, porque se sentir só, talvez seja se sentir por si só.
Eu me senti, completamente desamparado, até mesmo da minha própria, e talvez vaga, existência. Me senti profundamente triste e num vazio que ía aos poucos me tomando. Como um grande trem passou por mim e se foi. Se foi como se eu descobrisse que não estivesse mais sozinho, que no mínimo, nos momentos de mais solidão, estaria comigo lá. Mas eu descobri, que sozinho EU não estava. Sorte minha, não? Tenho quem me faça, provavelmente o que vou ou que virei a ser. Nunca sei se estou correndo, andando, voando, o caminho certo, certas vezes essas dúvidas agarram a gente, mas cabe a nós mesmos, crer no que quisermos. Correr o próprio caminho, andar o próprio caminho, voar o próprio caminho, nadar o próprio caminho, pedalar o próprio caminho e até mesmo, dirigir o próprio caminho. Não somos nós que nos fazemos por completo, mas podemos ser aquele que nos muda, por completo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário