(Ignorando a piadinha idiota que eu já fiz no título do texto...)
Desde que eu li, em algum lugar que não lembro, algum artigo ou fala de pessoa importante que dizia que ter o hábito de ler jornal era importante (provavelmente foi num desses negócios para ajudar no vestibular...) por causa disso e daquilo eu resolvi começas a le-lô um pouco mais.
Como para se criar um hábito se deve primeiro fazer aquilo de uma forma mais lúdica, que lhe seja mais interessante para depois passsar para a parte mais bruta do exercício (seja ele físico ou mental) eu comecei por ler uma revista de tecnologia, denominada Digital, que acompanhava o jornal O Globo às segundas-feiras; e outra direcionada a jovens, em especial estudantes, denominada Megazine (deste mesmo jornal).
Uma reportagem, no entanto, me chamou muita atenção. Impressa no jornal do dia 15 de Novembro de 2010 (quando a dita revista ja havia se integrado por completo a ele), era uma entrevista com um escritor estadunidense, Steven Johnson, sobre seu livro "Where good ideas come from"("De onde vêm as boas ideias") lançado em outubro nos EUA.
O cara teve a sacada genial de quebrar com o paradigma de que grandes gênios têm ideias do nada, depois de se isolar do mundo para refletir em grandes momentos de silêncio. Segundo o autor, a inovação nasce do caos, do compartilhamento de ideias, do trabalho em grupo. As melhores ideias vêm, frequentemente, de processos colaborativos, de redes de ideias, da recriação em cima de outras ideias e processos já inventados.
Não é que a imagem do Einstein, gênio e isolado, seja falsa, mas nossa definição é que está incorreta. Ele diz que existem sim pessoas excepcionalmente inteligentes mas, além delas serem uma minoria, elas não trabalham sozinhas. Em geral, quanto mais conectado você está, mais isso lhe será bom, principalmente se houver uma diversidade cultural, intelectual e de interesses à sua volta.
No fim da reportagem ele diz algo que eu deixo como a mensagem de hoje: "Uma boa dica é anotar suas ideias num bloquinho (...) Uma ideia que você teve há um tempo pode nem fazer muito sentido, mas, quatro anos depois, diante de uma nova realidade, ela pode ser uma ótima ideia".
A reportagem na íntegra se encontra na seção online Digitalemidia do jornal O Globo.
Não é que o cara é realmente um gênio!
(como eu comecei como uma piada podre tinha de terminar com outra...)
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