O cara então sente correr uma lágrima pela maçã do rosto enquanto sorri olhando para o lado...
E então na década de 90 nasceu o tal cara... Teve uma infância boa porém por motivos alheios à sua vontade, mal consegue lembrar de quando era mais novo.
Fez amigos de verdade, amigos do peito, amigos de ombro, amigos de qualquer jeito.
Em certo momento de sua vida, mudou o local de comum convivência para um edifício antigo, muito estranho a primeira vista, mas o achou muito bonito.
Entrou lá, começou com algumas pequenas simpatias, porém não chegava à boas companhias no tal edifício, por acaso até hoje tem uma, dessas antigas, mas de resto, nada prestava.
O tal cara, se tornou uma pessoa quase deprimida, não conseguia chegar direito aos seus sentimentos e a cada semana que passa desconfiava mais do mundo inteiro a sua volta.
De vez em quando encontrava os tais amigos do peito, que primeiramente moravam perto, mas como a maior parte do tempo era passada no tal edifício, se viam poucas vezes durante os mêses que se passavam, e além de tudo, depois de certo tempo, se mudou para longe dos amigos.
Seu coração ainda era bom, mas parecia ser todo repintado depois do que foi passando.
Até que certo ponto de sua estrada, bateu com uma garota de olhos castanhos, cabelo escuro e pele muito clara.
Ele a viu chorar, então foi no mesmo momento procurar saber o que era, afinal, ninguém merece derrubar suas lágrimas, principalmente naquele edifício na mesa fria de madeira.
A tal garota antes parecia ser boba, rindo à toa ao vento, mas era e é muito especial e o tal cara ainda está para descobrir.
Ele sempre a consolava, pois a vida é mais bela do que parece, na importa a quais olhos.
Então dado certo tempo, a garota já não chorava mais, já estava mais alegre e o os depois acabaram por ficar amigos.
O cara começou a sentir atração não só física pela garota, já que eram amigos.
Ela também, porém o cara achou que talvez não fosse nada de muita importância e não queria pessoas machucadas no final das contas, então esperou.
Em certo dia, o cara decidiu tomar uma posição quanto a situação, pois o sentimento em seu peito era mais que forte, e ele nunca imaginaria no que ele se tornaria mais tarde e ainda parece estar para descobrir muitas coisas, boas.
Os dois então estavam juntos, caminhando na mesma estrada, e o cara... Ah, o cara nunca mais foi o mesmo.
Seu coração que parecia estar no ártico rodeado de paredes de concreto agora é mole como uma jujuba e doce como tal, e vive irradiando o maravilhoso amor que está lá.
A garota está feliz, sempre sorridente como sempre deve estar, e espero eu, que esteja cada vez mais feliz com o tal cara.
Eu sinceramente não sei muito do que mudou na garota, mas o cara, praticamente mudou da água pra pepsi.
E então, os dois caminhandos juntos na estrada, param na beira de uma lagoa, sentam em um bando de madeira, o cara olha pro lado e sente escorrer uma bonita lágrima de felicidade pelo rosto, sorrindo como todos do mundo deveriam sorrir algum dia, e ela mais que todos...