terça-feira, 31 de maio de 2011

Um dia eu olhei para o alto, nunca pensei que viria algo assim, mas acabei o encontrando...
Era extraordinário, eu podia sentir as nuvens ao meu lado e o azul me engolir como uma minúscula molécula de oxigênio sendo envolvida por água.
Era como voar, sentir a terra, ver de perto os picos de altas montanhas e o vento bater no corpo como uma leve seda se arrastando por cada pequeno pedaço de mim.
Ver o rio desaguar no mar; borboletas, gaivotas, pelicanos, tudo voava! E tudo uma hora pousava para depois alçar voo novamente.
O horizonte era branco, azul, cinza, marrom e verde, não parecia nunca ter fim e eu podia ouvir uma folha ou outra acomodar-se no chão suavemente.
As vozes ao meu redor se tornaram apenas um som e minha atenção estava lá, dispersa e compenetrada naquilo que fazia minha imaginação alçar voo, meu corpo parecia tão leve que eu quase podia sentir meus pés levantando do chão. O Sol estava brilhante, o clima quente e eu estava muito feliz.
Depois de tantas vezes olhar para cima e não ver nada, eu finalmente vi, o céu.

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